Escolher um equipamento estético não é só uma questão de tecnologia — é uma decisão estratégica que precisa conversar com o momento da sua clínica, o perfil do seu público e o quanto você está pronto para investir.
Equipamentos de ticket mais alto costumam entregar maior capacidade de faturamento por sessão e tratamentos de alto valor agregado, mas exigem um investimento inicial maior. Já equipamentos de ticket médio e baixo permitem entrar em novos protocolos com um aporte menor, ideais para quem está começando, ampliando o portfólio ou testando uma nova área.
A seguir, organizamos algumas das principais tecnologias por faixa de investimento, explicando o que cada uma resolve e como transformá-las em protocolos vendáveis dentro da sua rotina.
Tecnologias de alto valor agregado
Indicados para clínicas que querem se posicionar como referência, atender alta demanda e oferecer tratamentos premium. O investimento é maior, mas a receita por sessão e a recorrência também.
Acrus — Laser de epilação Triple Wave
O Acrus é um laser de epilação que combina, no mesmo aplicador, três comprimentos de onda: Alexandrite (755nm), Diodo (808nm) e ND-YAG (1064nm). Na prática, isso significa atender todos os fototipos de pele — inclusive peles bronzeadas e negras — e todas as espessuras de pelo, do mais fino ao mais grosso.
Com spot de 12mm, sistema de resfriamento Cryocooling até -10°C e três modos de aplicação (varredura, sequencial e pontual), entrega conforto ao paciente e agilidade ao profissional.
Vega — Laser de epilação de alta potência
100% nacional, o Vega também trabalha com a tecnologia triple wave (Alexandrite, Diodo e ND-YAG) e atende todos os fototipos. Conta com ponteiras para pequenas e grandes áreas, técnicas HR e SHR, e permite gravar dezenas de protocolos na memória, com parâmetros abertos para o profissional configurar cada tratamento.
Versatilidade e retorno equilibrado
Equipamentos versáteis, que abrem várias possibilidades de protocolo com um investimento mais acessível que o laser de epilação. Ótimas opções para diversificar o portfólio e aumentar o ticket médio da clínica.
Light Pulse — Luz Intensa Pulsada (IPL)
O Light Pulse é um equipamento de luz intensa pulsada com controle digital, display touch screen e sistema de resfriamento Cryocooling de três níveis, que traz mais conforto e segurança à aplicação. Sua grande vantagem é a versatilidade: com diferentes filtros ópticos, atende a uma ampla gama de queixas em um único aparelho.
Polarys Plaxx — Criolipólise de placas + eletroestimulação
Um equipamento 2 em 1: une criolipólise e eletroestimulação no mesmo aparelho, permitindo aplicar terapias combinadas ou simultâneas em regiões diferentes. Trabalha gordura localizada, flacidez e remodelagem corporal, com criolipólise estática e dinâmica, além de correntes como Aussie, TENS e microcorrente.
Needle RF — Radiofrequência microagulhada
O Needle RF combina radiofrequência e microagulhamento em um único equipamento, com controle preciso de profundidade e intensidade. É uma das tecnologias mais procuradas hoje para rejuvenescimento, flacidez e regeneração da pele.
Porta de entrada e protocolos faciais de alto giro
Ideais para quem está começando, quer ampliar o portfólio facial ou busca um aparelho portátil para atendimentos em diferentes ambientes. Investimento menor, retorno rápido e protocolos de alto giro.
I-Lift — Ultrassom facial 5,5 e 10,10 MHz
Portátil e versátil, o I-Lift é o primeiro ultrassom facial do mercado com a frequência de 10,10 MHz, e o único a combinar 5,5 e 10,10 MHz. Atua em duas profundidades teciduais e ainda oferece terapia combinada com seis correntes terapêuticas, além de dezenas de protocolos prontos.
Visage — Ultrassom microfocado (HIFU) portátil
O Visage é um ultrassom microfocado portátil sem cartuchos, o que significa disparos ilimitados e redução de custos operacionais. Atua diretamente no SMAS, com quatro aplicadores que alcançam diferentes profundidades (de 1,5mm a 6mm), promovendo efeito lifting e estímulo de colágeno.
Como escolher a faixa certa para a sua clínica
Não existe equipamento "melhor" — existe o equipamento certo para o seu momento. Antes de decidir, considere:
- Qual o perfil e a demanda do seu público?
- Quanto você pode investir agora, sem comprometer o caixa?
- Em quanto tempo pretende recuperar o investimento?
- Esse equipamento se conecta com os protocolos que você já oferece?
Tecnologia de ticket alto faz sentido quando há demanda e estrutura para sustentar tratamentos premium. Já as faixas média e baixa são excelentes para diversificar, testar novas áreas e crescer de forma gradual e segura.
Conclusão
Independentemente da faixa de investimento, o que transforma qualquer equipamento em faturamento é a estratégia: protocolos bem estruturados, divulgação consistente e uma equipe preparada para vender a solução — não apenas a máquina.
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